Estamos agora no 3º dia em Paris. O melhor de tudo: dia livre. Eu e minha irmã resolvemos que ficaríamos só nós duas para desfrutarmos de um dia inteiro sem horário para seguir. Não poderíamos ter feito escolha melhor. Só pecamos numa coisa: levantamos muito tarde e nosso café da manhã (por sinal, dos melhores de todo o roteiro) foi degustado às 9 horas. Nossa primeira parada foi na Catedral de Notre Dame.
É o marco zero de Paris, já que é a partir de uma pedra colocada diante da Catedral situada na Île de la Cité que se contam as quilometragens das principais estradas francesas. A Catedral de Notre Damecomeçou a ser construída em 1163, no local onde antes havia outra igreja, sob o comando do então bispo de Paris, ávido por consolidar a imagem da cidade como polo religioso, cultural e intelectual do período. E o resultado da obra, executada em portentoso estilo gótico francês, foi satisfatório o suficiente para que, ao menos nos sete séculos seguintes (até a Revolução), a catedral fosse sinônimo do catolicismo parisiense. O impacto visual começa por suas dimensões – 130 metros de profundidade, 48 de largura e 35 de altura, o que a torna apta a acomodar até 6 mil pessoas – e se desdobra em cada detalhe da edificação (que demorou quase dois séculos para ser concluída) e da coleção de obras de arte que comporta, entre vitrais, quadros e esculturas.
A Notre Dame testemunhou alguns dos grandes eventos da história francesa, tais como a coroação de Napoleão como imperador em 1804 e a beatificação de Joana D’Arc em 1909 (representada em uma estátua no interior da igreja). Também está guardado em seu relicário nada menos que a suposta coroa de espinhos de Jesus Cristo, exibida aos visitantes na primeira sexta-feira de cada mês.